"O Evangelho da Natureza"

Discorrer sobre os mistérios do Novo Evangelho, é trazer luz sobre pungentes questões que dizem respeito, de forma objetiva, acima de tudo à humanidade em seu próprio nível. É elucidar a natureza e as correlações de dois princípios terciárias, o Espírito Santo e a Criação, e é deitar as bases de um inédito humanismo espiritual. É aprofundar e universalizar, em definitivo, aos chamados Mistérios Marianos. Em termos práticos, é reconhecer na Natureza o fundo universal que possui, em termos físico, psicológico, mental e espiritual, além, de culturalmente, conferir à Ecologia a importância que merece, a partir da identificação de uma dimensão maior a ela relacionada, enquanto parte divina. É, enfim, ancorar no foro humano as maiores realizações possíveis, em temos de saúde, amor, ciência e sabedoria. O Evangelho da Natureza é a grande chave revelada para o resgate da magia e para o reencantamento da Terra.

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

DEUS NUNCA ENTREGOU A SUA CRIAÇÃO PARA AS PESSOAS COMUNS A “DOMINAR” !


Da falsa “argumentação bíblica” sobre os direitos da dominação humana sobre a Natureza

O primeiro “argumento” do homem comum às críticas à depredação da Natureza, não raro é a citação do Livro do Genesis (I:26-30) onde Deus (um nome usado para definir muitas coisas, incluindo um plural nestas narrativas) concede aos seres humanos o domínio sobre as coisas criadas –animais, plantas etc.
A grande pergunta porém é: “- A quem exatamente tal coisa foi dada?” Eis o que está de fato escrito:

“Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra (...) para seu mantimento (etc.)”
Ou seja: Deus conferiu estas vidas aos seres “feitos à sua imagem e semelhança” - e não para aqueles pecadores como foi a condição posterior de Adão e de Eva! Deus seria um louco completo se tivesse dado ao homem comum o direito de fazer livre uso da sua Criação. Seria como criar algo apenas para ser em seguida destruído!
De modo que todo os abusos humanos subsequentes sobre os reinos da Criação, representa apenas uma expropriação imoral, de terríveis consequências para a humanidade. Quiçá, a expulsão do Paraíso tenha uma triste analogia com a própria destruição do Paraíso... os sinais da decadência cultural generalizada descrita no Genesis como trabalho suado, desavença conjugal, dor-no-parto e morte precoce, também se refletem assombrosamente nos nossos tempos.


Aqueles que tem realmente direito a controlar a Natureza são os que também ostentam equilíbrio de valores, e não se entregam aos desejos e às paixões cegas.
Tal coisa descreve os verdadeiros filósofos, sábios e santos. O homem comum que não alimenta tais aspirações, deve humildemente receber as orientações daqueles mais instruídos para que as coisas não venham a sair do controle, como tanto tem acontecido hoje.
Não se pode permitir direitos iguais se as responsabilidades tampouco o forem. Então as coisas necessitam ser compensadas. As áreas sob a responsabilidade das classes sociais materialistas deveriam ser sempre mínimas e apenas o suficiente para as suas verdadeiras necessidades, sob pena de termos negligência, devastação e invasão –enfim, perdas de toda a natureza, com o comprometimento final da própria habitabilidade planetária! No mais, toca fomentar a cultura e a espiritualidade nestes setores, para haver dinamismo cultural e espiritual, e não apenas ambições econômicas. 
As sociedades originárias em geral, vivem fortemente outras dimensões, sendo por isto capazes de manter uma pegada leve sobre a terra, mesmo vindo a fazer algum uso de métodos não-ambientalistas como a caça e a coivara (coisa que a delimitação dos seus territórios tende a comprometer muito mais). Vivendo em pequenas sociedades, sua caça era ritualizada e respeitosa, muito diferente do abate industrial em massa.
O naturalismo mais radical, é uma forma de compensação para o homem branco, assemelhando-se à necessidade da religião para o homem comum afastado do equilíbrio e da pureza original.

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