"O Evangelho da Natureza"

Discorrer sobre os mistérios do Novo Evangelho, é trazer luz sobre pungentes questões que dizem respeito, de forma objetiva, acima de tudo à humanidade em seu próprio nível. É elucidar a natureza e as correlações de dois princípios terciárias, o Espírito Santo e a Criação, e é deitar as bases de um inédito humanismo espiritual. É aprofundar e universalizar, em definitivo, aos chamados Mistérios Marianos. Em termos práticos, é reconhecer na Natureza o fundo universal que possui, em termos físico, psicológico, mental e espiritual, além, de culturalmente, conferir à Ecologia a importância que merece, a partir da identificação de uma dimensão maior a ela relacionada, enquanto parte divina. É, enfim, ancorar no foro humano as maiores realizações possíveis, em temos de saúde, amor, ciência e sabedoria. O Evangelho da Natureza é a grande chave revelada para o resgate da magia e para o reencantamento da Terra.

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terça-feira, 12 de maio de 2015

RELIGIÃO CIENTÍFICA: UMA POSSIBILIDADE?



Hoje em dia se fala muito nas “sínteses” entre Religião e Filosofia. Será tal coisa realmente possível, e em que medida?
Existem distinções evidentes entre Religião e Ciência. Se a Ciência fala a linguagem da mente, a Religião fala a linguagem da alma. Ainda assim, existem pontes entre elas.Estes elos começaram a ser construídos (ou “resgatados”) no Baixo Renascimento, quando são Francisco de Assis trouxe a lembrança da Natureza como um elemento da espiritualidade, inclusive para facilitar o contato com o Espírito santo. Que isto possa enfim se conectar com o Naturalismo como uma base do ioguismo, que é outra palavra que significa “união” a exemplo de “religião”.*
Mais recentemente, Albert Einstein nos falou sobre uma Religiosidade cósmica, e este elemento já evoca uma outra dimensão da espiritualidade, mais avançada, que é a Ascensão. Quiçá, certas novas aspirações pela planetarização também possam atuar nesta direção.


No campo da teoria evolutiva, tivemos a preciosa síntese de Teilhard de Chardin, própria do gênio renascentista (ou universalista) dos jesuítas. Juntamente com Vernadsky, suas visões inteiraram inclusive as da Noosfera, como campo evolutivo para além da Biosfera e a Tecnosfera.






Claro que nada disto é novo, porem tem estado sempre mais 
restrito aos mosteiros e às altas personalidade. Um aspecto importante disto existe então nas Escola Iniciáticas, onde a técnica começa a ser realmente incorporada ao lado do trabalho da consciência (ética, etc.). Porém, agora parece que estes saberes poderão ser difundidos para muito mais gente.
As pessoas procuram a espiritualidade por muitas razões, sendo talvez o mais comum pela dor, mas também pela vocação interna, que é de longe a melhor “opção”. À medida em que isto se torne mais necessário no mundo, muitas portas também se abrirão, de qualquer forma que seja.

Contudo, não podemos ser ingênuos de julgar que a Religião poderá se fundir totalmente com a Ciência ou a técnica. Há coisas na espiritualidade que fogem a esta esfera, e em todas as etapas do caminho.
Não é somente no começo do caminho que a importância da crença e do mito aumenta, durante a jornada espiritual e depois (se é que existe um “depois”) o mito também poderá ter outras funções, mesmo que algumas coisas que a princípio acreditávamos possam tomar outras formas e até se desmistificar. Contudo, a espiritualidade como uma vertigem supraracional jamais pode deixar de existir, sob pena de deixar de ser uma autêntica espiritualidade.


E isto não significa uma rendição ao obscurantismo ou ao fanatismo. Onde as coisas se acomodam é que surge a corrupção e a ignorância. A espiritualidade não é apenas um conceito, é muito mais um convite.
Há que manter as coisas paralelas –como mostra, aliás, o símbolo do signo de Aquário-, não exatamente reunidas. A aproximação é necessária, mas a fusão é temerária. Aqueles que forçam a fusão entre Ciência e Religião, forçam a situação e podem se tornar fanáticos. A Religião é macia e feminina, e a Ciência é dura e masculina. Religião e Ciência são como dois ângulos-de-visão que geram um terceiro ainda melhor.
Há que tratar pois de preservar este frágil equilíbrio entre Mente e Coração, para buscar penetrar através destas colunas do Templo através de um Portal sagrado onde, então sim, podemos pretender conhecer a Verdade Una!

Aqueles que querem ser mais “científicos” correm o risco de serem superficiais ou se tornar luciféricos obcedados. Não conseguirão jamais suplantar os umbrais entre a terapia e a crendice pagã com a verdadeira espiritualidade. E aqueles que desejam ser muito “religiosos” tampouco superarão o sonho místico para alcançar a realização interna superior.
A velha questão da fé e das obras é imortal! Nenhuma pode ser mais importante do que a outra. Ninguém pode realmente “tomar o céu por assalto”, porque em última instância a metade da Ponte é tecida pelo mérito que possuímos, e estendida a partir de forças que não nos pertencem jamais.



Para muitos, um ponto comum de polêmica está nos cleros, que as pessoas identificam mais exatamente com a religião como um êmulo do Estado, ou seja: a “imposição” de mediadores entre os homens e suas aspirações.
O problema do clero ou do Estado está basicamente na acomodação e no poder formal. Não se pode seriamente descartar o profissionalismo e a vocação em qualquer atividade. Políticos e padres tem alcançado incialmente o seu prestígio pela sua capacidade de orientar e de auxiliar a sociedade, como autoridades naturais. Depois que as coisas se tornam instituições formais, envolvendo massas humanas, poder e riqueza, ai já pouco se pode esperar de bom.
Então, não devemos querer jogar fora a água suja com o bebê junto. Cabe apenas tratar de preservar as bases impolutas.



Na verdade, os mesmos problemas se passam com a Ciência. Tudo o que cresce demais degenera e se torna perigoso. E talvez a Ciência mais do que tudo o mais, especialmente quando aliada ao Estado e à religião.
Sim, as pessoas creem que o Estado laico seja uma solução para muita coisa, porém é difícil separar realmente as coisas, resvalando comumente para a hipocrisia. Na Antiguidade, a opção se fez com maior felicidade pelo Estado ecumênico.

* De fato, a Religião não pode ser muito acusada de desrespeito à Natureza. E não estamos falando do ioguismo e nem do animismo. De certa forma, a Igreja tradicional vê o corpo como um templo inviolável que não deve ser profanado pelos desejos irrefreáveis da própria pessoa, porém, o laicismo põe por terra estes valores, o mesmo laicismo que, embora se declare “científico”, é capaz de destruir incontrolavelmente a ecos onde vivemos...

Luís A. W. Salvi é escritor holístico, autor de cerca de 150 obras sobre a transição planetária.
Editorial Agarthawww.agartha.com.br
Contatos: webersalvi@yahoo.com.br, Fone (51) 9861-5178

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