Hoje em dia se fala muito nas “sínteses” entre Religião e Filosofia. Será tal coisa realmente possível, e em que medida?
Existem distinções evidentes entre Religião e Ciência. Se a Ciência fala a linguagem da mente, a Religião fala a linguagem da alma. Ainda assim, existem pontes entre elas.Estes elos começaram a ser construídos (ou “resgatados”) no Baixo Renascimento, quando são Francisco de Assis trouxe a lembrança da Natureza como um elemento da espiritualidade, inclusive para facilitar o contato com o Espírito santo. Que isto possa enfim se conectar com o Naturalismo como uma base do ioguismo, que é outra palavra que significa “união” a exemplo de “religião”.*
Mais recentemente, Albert Einstein nos falou sobre uma Religiosidade cósmica, e este elemento já evoca uma outra dimensão da espiritualidade, mais avançada, que é a Ascensão. Quiçá, certas novas aspirações pela planetarização também possam atuar nesta direção.
Claro que nada disto é novo, porem tem estado sempre mais
restrito aos mosteiros e às altas personalidade. Um aspecto importante disto existe então nas Escola Iniciáticas, onde a técnica começa a ser realmente incorporada ao lado do trabalho da consciência (ética, etc.). Porém, agora parece que estes saberes poderão ser difundidos para muito mais gente.
restrito aos mosteiros e às altas personalidade. Um aspecto importante disto existe então nas Escola Iniciáticas, onde a técnica começa a ser realmente incorporada ao lado do trabalho da consciência (ética, etc.). Porém, agora parece que estes saberes poderão ser difundidos para muito mais gente.
As pessoas procuram a espiritualidade por muitas razões, sendo talvez o mais comum pela dor, mas também pela vocação interna, que é de longe a melhor “opção”. À medida em que isto se torne mais necessário no mundo, muitas portas também se abrirão, de qualquer forma que seja.
Contudo, não podemos ser ingênuos de julgar que a Religião poderá se fundir totalmente com a Ciência ou a técnica. Há coisas na espiritualidade que fogem a esta esfera, e em todas as etapas do caminho.
Não é somente no começo do caminho que a importância da crença e do mito aumenta, durante a jornada espiritual e depois (se é que existe um “depois”) o mito também poderá ter outras funções, mesmo que algumas coisas que a princípio acreditávamos possam tomar outras formas e até se desmistificar. Contudo, a espiritualidade como uma vertigem supraracional jamais pode deixar de existir, sob pena de deixar de ser uma autêntica espiritualidade.
Não é somente no começo do caminho que a importância da crença e do mito aumenta, durante a jornada espiritual e depois (se é que existe um “depois”) o mito também poderá ter outras funções, mesmo que algumas coisas que a princípio acreditávamos possam tomar outras formas e até se desmistificar. Contudo, a espiritualidade como uma vertigem supraracional jamais pode deixar de existir, sob pena de deixar de ser uma autêntica espiritualidade.
E isto não significa uma rendição ao obscurantismo ou ao fanatismo. Onde as coisas se acomodam é que surge a corrupção e a ignorância. A espiritualidade não é apenas um conceito, é muito mais um convite.
Há que manter as coisas paralelas –como mostra, aliás, o símbolo do signo de Aquário-, não exatamente reunidas. A aproximação é necessária, mas a fusão é temerária. Aqueles que forçam a fusão entre Ciência e Religião, forçam a situação e podem se tornar fanáticos. A Religião é macia e feminina, e a Ciência é dura e masculina. Religião e Ciência são como dois ângulos-de-visão que geram um terceiro ainda melhor.
Há que tratar pois de preservar este frágil equilíbrio entre Mente e Coração, para buscar penetrar através destas colunas do Templo através de um Portal sagrado onde, então sim, podemos pretender conhecer a Verdade Una!
Há que manter as coisas paralelas –como mostra, aliás, o símbolo do signo de Aquário-, não exatamente reunidas. A aproximação é necessária, mas a fusão é temerária. Aqueles que forçam a fusão entre Ciência e Religião, forçam a situação e podem se tornar fanáticos. A Religião é macia e feminina, e a Ciência é dura e masculina. Religião e Ciência são como dois ângulos-de-visão que geram um terceiro ainda melhor.
Há que tratar pois de preservar este frágil equilíbrio entre Mente e Coração, para buscar penetrar através destas colunas do Templo através de um Portal sagrado onde, então sim, podemos pretender conhecer a Verdade Una!
Aqueles que querem ser mais “científicos” correm o risco de serem superficiais ou se tornar luciféricos obcedados. Não conseguirão jamais suplantar os umbrais entre a terapia e a crendice pagã com a verdadeira espiritualidade. E aqueles que desejam ser muito “religiosos” tampouco superarão o sonho místico para alcançar a realização interna superior.
A velha questão da fé e das obras é imortal! Nenhuma pode ser mais importante do que a outra. Ninguém pode realmente “tomar o céu por assalto”, porque em última instância a metade da Ponte é tecida pelo mérito que possuímos, e estendida a partir de forças que não nos pertencem jamais.
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Para muitos, um ponto comum de polêmica está nos cleros, que as pessoas identificam mais exatamente com a religião como um êmulo do Estado, ou seja: a “imposição” de mediadores entre os homens e suas aspirações.
O problema do clero ou do Estado está basicamente na acomodação e no poder formal. Não se pode seriamente descartar o profissionalismo e a vocação em qualquer atividade. Políticos e padres tem alcançado incialmente o seu prestígio pela sua capacidade de orientar e de auxiliar a sociedade, como autoridades naturais. Depois que as coisas se tornam instituições formais, envolvendo massas humanas, poder e riqueza, ai já pouco se pode esperar de bom.
Então, não devemos querer jogar fora a água suja com o bebê junto. Cabe apenas tratar de preservar as bases impolutas.
Na verdade, os mesmos problemas se passam com a Ciência. Tudo o que cresce demais degenera e se torna perigoso. E talvez a Ciência mais do que tudo o mais, especialmente quando aliada ao Estado e à religião.
A velha questão da fé e das obras é imortal! Nenhuma pode ser mais importante do que a outra. Ninguém pode realmente “tomar o céu por assalto”, porque em última instância a metade da Ponte é tecida pelo mérito que possuímos, e estendida a partir de forças que não nos pertencem jamais.
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Para muitos, um ponto comum de polêmica está nos cleros, que as pessoas identificam mais exatamente com a religião como um êmulo do Estado, ou seja: a “imposição” de mediadores entre os homens e suas aspirações.
O problema do clero ou do Estado está basicamente na acomodação e no poder formal. Não se pode seriamente descartar o profissionalismo e a vocação em qualquer atividade. Políticos e padres tem alcançado incialmente o seu prestígio pela sua capacidade de orientar e de auxiliar a sociedade, como autoridades naturais. Depois que as coisas se tornam instituições formais, envolvendo massas humanas, poder e riqueza, ai já pouco se pode esperar de bom.
Então, não devemos querer jogar fora a água suja com o bebê junto. Cabe apenas tratar de preservar as bases impolutas.
Sim, as pessoas creem que o Estado laico seja uma solução para muita coisa, porém é difícil separar realmente as coisas, resvalando comumente para a hipocrisia. Na Antiguidade, a opção se fez com maior felicidade pelo Estado ecumênico.
* De fato, a Religião não pode ser muito acusada de desrespeito à Natureza. E não estamos falando do ioguismo e nem do animismo. De certa forma, a Igreja tradicional vê o corpo como um templo inviolável que não deve ser profanado pelos desejos irrefreáveis da própria pessoa, porém, o laicismo põe por terra estes valores, o mesmo laicismo que, embora se declare “científico”, é capaz de destruir incontrolavelmente a ecos onde vivemos...
* De fato, a Religião não pode ser muito acusada de desrespeito à Natureza. E não estamos falando do ioguismo e nem do animismo. De certa forma, a Igreja tradicional vê o corpo como um templo inviolável que não deve ser profanado pelos desejos irrefreáveis da própria pessoa, porém, o laicismo põe por terra estes valores, o mesmo laicismo que, embora se declare “científico”, é capaz de destruir incontrolavelmente a ecos onde vivemos...
Luís A. W. Salvi é escritor holístico, autor de cerca de 150 obras sobre a transição planetária.
Editorial Agartha: www.agartha.com.br
Contatos: webersalvi@yahoo.com.br, Fone (51) 9861-5178
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