"O Evangelho da Natureza"

Discorrer sobre os mistérios do Novo Evangelho, é trazer luz sobre pungentes questões que dizem respeito, de forma objetiva, acima de tudo à humanidade em seu próprio nível. É elucidar a natureza e as correlações de dois princípios terciárias, o Espírito Santo e a Criação, e é deitar as bases de um inédito humanismo espiritual. É aprofundar e universalizar, em definitivo, aos chamados Mistérios Marianos. Em termos práticos, é reconhecer na Natureza o fundo universal que possui, em termos físico, psicológico, mental e espiritual, além, de culturalmente, conferir à Ecologia a importância que merece, a partir da identificação de uma dimensão maior a ela relacionada, enquanto parte divina. É, enfim, ancorar no foro humano as maiores realizações possíveis, em temos de saúde, amor, ciência e sabedoria. O Evangelho da Natureza é a grande chave revelada para o resgate da magia e para o reencantamento da Terra.

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terça-feira, 12 de novembro de 2013

“Aqueles que conhecem o Caminho”



Vivemos graves tempos de consumação, onde as verdadeiras “chaves da transição” já devem ser conhecidas para ser aplicadas e se começar a renovar as coisas, antes que seja tarde demais e não restem sequer as sementes para rebrotar sob as neves do mundo... ter estas “simples” respostas ansiadas e sua proposição, já representa tudo o que se pode esperar num momento como este, para que as coisas realmente possam começar a mudar.
E assim, investigando os Áureos Segredos daqueles que têm alcançado o milagre de transformar o mundo nos grandes momentos de crise da humanidade, a partir de pequenos grupos pioneiros de Servidores da Luz, podemos chegar apenas a duas conclusões definitivas, relativas às Grandes Leis de Redenção que abarcam o céu e a terra, as quais são: FRATERNIDADE UNIVERSAL  e COMPAIXÃO UNIVERSAL.
Ou seja: a Fraternidade-dos-iguais (a Grande Irmandade daqueles que alimentam metas semelhantes de evolução), como a “Chave da Vastidão” que conquista o Espaço, a Terceira Dimensão, de um lado; e a Compaixão-dos-desiguais (a Sagrada Hierarquia de auxílios dos maiores pelos menores, aprendendo e ensinando portanto), como a “Chave da Profundidade” que conquista o Tempo, a Quarta Dimensão, de outro lado.

Não se trata apenas de uma posição espiritual, mas de atitude estratégica também, dentro da conhecida premissa sociológica de que “a união faz a força”. Afinal, se faz necessária uma Nova Era!, devidamente socializada e instituída. As pessoas às vezes não estimam a importância de valores como a da Fraternidade e da Compaixão, e a forma como estas práticas têm feito o mundo avançar e se renovar tantas e tantas vezes. E a partir destas sagradas Premissas Fundadoras de equilíbrio, se erigem formas de selecionar e de agregar, como nas fórmulas alquímicas de solve et coagula, visando a sadia reorganização das coisas. 
São, ademais, princípios enfatizados pela Nova Era, pois Aquário é o signo da Fraternidade (Maitri, em sânscrito, donde o nome do avatar da Nova Era, Maitreya, o “Amistoso”), e a nova raça-raiz ou civilização se dará sob a égide do Sexto Raio divino, de Idealismo e Devoção, assim como de Compaixão (Karuna).
Através destes singelos gestos de boa-vontade, passamos a dotar alguns dos preceitos mais luminosos que existem, emanados diretamente do próprio coração do Cristo, como ao dizer o Senhor: “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.”
Pois quando evocamos neste aspecto “Aqueles que conhecem o Caminho”, fazemos referência a termos da Tradição, porque “Caminho” tem sido usado muitas vezes como sinônimo de Dharma e Lei espiritual. A forma mais explícita se acha no Taoísmo, onde “Tao” se traduz por “caminho”, sendo sabido que esta doutrina se volta justamente para o equilíbrio dos opostos, inclusive em termos dos ciclos alternados. Outras filosofias e religiões têm adotado a expressão, como o próprio Cristianismo nas suas origens, doutrina que também prima por esforços na direção de harmonias, especialmente entre o Eu e o Outro, que é uma das chaves capitais da socialização, e de uma forma que se diria transversal ou espiral, já que abarca tanto a fraternidade quanto a compaixão.  

Quase todas as seitas, igrejas e sociedades místicas, alimentam a idéia de ser a grande porta-voz da verdade e de reunir os autênticos “escolhidos” de Deus, mesmo quando não expresse abertamente a questão. Claro que isto é impossível de acontecer, porque os espíritos que freqüentam estes ambientes são muito díspares. Por outro lado, em cada grupo pode ter algumas pessoas realmente especiais...
Assim, como estamos tratando atualmente da “consumação dos tempos”, vale mencionar quem seriam afinal estes verdadeiros “escolhidos” para efetuar a transição e preparar a futura renovação dos tempos. Quase ninguém ainda sabe que a data de 2012 rachou o tempo ao meio, e com ele as pessoas e os grupos, demandando novas atitudes diante da vida e da espiritualidade, já que toda uma nova raça-raiz se abriu ali...

Quem seriam, então, os verdadeiros “eleitos” de que fala o Apocalipse de São João, e que aguardam sob o altar de Deus, até que chegue a sua hora de agir para ajudar a consumar a renovação do mundo?
Ora, a separação do “joio e do trigo”, ou dos eleitos e dos não-eleitos da Nova Era, não se dará meramente entre os espiritualistas e os não-espiritualistas, ou entre pessoas supostamente virtuosas ou pecadoras, nem mesmo entre esta ou aquela nação, e tampouco serão selecionadas apenas algumas seitas supostamente verdadeiras ao invés de outras que não seriam... Mas sim para separar todos aqueles que não são sectários, dentro de “todas” as formas de pensamento existentes no planeta, enaltecendo assim os que buscam tanto os meios de contemplar a unidade-das-visões, mas que também aspiram por adaptar os recursos e o conhecimento para que o povo humilde também possa participar das coisas novas, abarcando assim o vertical e o horizontal que faz o Todo universal. É desta forma que será escolhida, pois, a nova Semeadura de Noé - ou do Eón...
Por isto declarou Jesus em suas profecias: “Digo-vos que naquela noite estarão dois numa cama; um será tomado, e outro será deixado. Duas estarão juntas, moendo; uma será tomada, e outra será deixada. Dois estarão no campo; um será tomado, o outro será deixado.” (Lc 17:34-6) Porque a luz está disseminada um pouco em toda a parte, e porque sem união não acontece a transformação necessária do mundo. Também foi dito pelos antigos profetas, que o reino de Deus será formado por “um povo tirado de muitas nações”; afinal se trata mesmo de uma seleção de almas.


A verdadeira essência deste “Novo Grupo de Servidores do Mundo”,* será o amor à Verdade, acima de todo o separatismo,** e a palavra viva acima de toda a letra morta, intuída pelo coração e expressa como equilíbrio –o famoso “fio da navalha”-, como rezavam os mitos egípcios sobre o destino da alma. Pois é a Verdade é a essência da Idade de Ouro que erige as novas civilizações, como mostram os orientais ao designar este era dourada como a “Idade da Verdade”.
Neste sentido, é que deve ser entendida a nobre proposta de “formar um núcleo da Fraternidade Universal da Humanidade, sem distinção de raça, credo, sexo, casta ou cor”, que é o Primeiro Objetivo da Sociedade Teosófica, visando constituir aquela semente de unificação planetária e de potencial transcendência cósmica.
Tal coisa se reforça pela posição do professor Henrique José de Souza, Fundador da Sociedade Brasileira de Eubiose: “Nós – ‘Teósofos’ ou ‘livres-pensadores’, não podemos comungar em religião alguma positiva, seja hinduísmo, budismo, bramanismo, cristianismo, protestantismo ou outra qualquer, porquanto o nosso único dogma é o da Fraternidade Humana – sem distinção de raça, credo, sexo, casta ou cor, e o nosso único e Supremo Mestre dos Mestres – tal como vimos de explicar – é o nosso Eu-Divino, nosso Espírito, cuja voz é a da Consciência emancipada e livre.” (1931, Diário o Carioca) Pois quem almeja ajudar a criar uma nova humanidade não pode ter visão estreita e sectária, mas “emancipada e livre”, porque aqui a ajuda de todos minimamente despertos é importante para o sucesso da Obra, em todos os setores e correntes de pensamento que existem.

Por outro lado, não seria talvez a melhor das idéias, que estas pessoas especiais saíssem simplesmente dos seus antigos grupos, mas sim que atuassem ali como sinuelos, educadores, pacificadores, esclarecedores, unificadores, integradores enfim... agindo nisto inspiradas no trabalho do Governo Interno do Mundo, como uma espécie de ioga-da-fraternidade!
E são unicamente estes que fazem esforços para alcançar o novo da maneira correta, que levarão adiante todas as doutrinas hoje existentes no planeta. Deve-se pois enxergar estes escolhidos, naqueles que sabem eleger a todos e não apenas a si mesmos: somente o equilíbrio e a unidade, poderia representar o Bem aos olhos de Deus e da evolução. Isto é necessário e suficiente para “marcar a fronte” dos guerreiros da luz (Ap 7:3, 9:4, 14:1 e 22:4), caracterizando a natureza unificadora das suas mentes, e definindo quem pertence ao passado e quem pertence ao futuro, na decisiva divisão das Águas do Tempo.
Nenhum futuro existe apenas como fruto do acaso. Todo futuro é criado e planejado, seja ele bom ou ruim, seguindo assim um caminho de idéias e de estratégias. A estratégia do Bem é a paz, a harmonia e a integração. Por isto, o “Selo dos Escolhidos” demonstra que estes apenas são os “Eleitos” de Deus, porque eles decidiram escolher o Todo, dentro e fora de si mesmos.
Acima: o “Selo dos Escolhidos”
Lê-se acima, neste “Sinal” de integração chamado “o Selo dos Escolhidos”: “O amor conquista & vence: a fraternidade entre os iguais, a compaixão entre os desiguais.” Esse é o verdadeiro “sinal da cruz” para a humanidade, ainda que os mestres também sinalizem um certo “sinal de Jonas” d’”aquele que tem a chave do céu e da terra” (que é um outro sentido da cruz) por haver superado o umbral da morte... A Hybris humana sempre se concentra e culmina no tema da morte, como se observa na Queda do Homem no Genesis, de modo que a verdadeira e definitiva vitória sobre a morte, também anuncia o começo da regeneração humana, tal como ocorre na superação da cruz humana que os mestres conquistam.
Em contraparte, existe também o Selo do Diabo (do grego diabolos, “separatividade”) marcado pelo Sectarismo e pelo Egoísmo, na luciférica sina da rivalidade entre os iguais e da soberba ante os desiguais. Segundo o Apocalipse, muitas pessoas também serão marcadas pela Besta na testa (13:16, 14:9, 17:5 e 20:4) ou nas mãos.
O Grande Selo da Conquista Espiritual, mostra as duas pétalas (na cor verde da Esperança) do Portal Cósmico no chakra frontal, as quais são como as asas do Caduceu ou as divisões do símbolo do Vajra, e que podem ser elas mesmas tais hipóstases universais da Fraternidade e da Compaixão, já que se relacionam às dualidades em geral, e cujo equilíbrio induz ao Sagrado!
Pois é chegado o tempo de despertar a Mente-cristal, como está escrito nas profecias sobre a época da consumação do Kalki Avatar, para efetuar este decisiva renovação do mundo. O cristal representa algo material ou manifestado, porém translúcido pelo qual passa a luz (às vezes até se o denomina poeticamente de “luz condensada”), para ser redundante; da mesma forma, a Mente-cristal (no Budismo Tibetano existe uma expressão semelhante, vajramanas) é naturalmente clara e objetiva, pouco sujeita a fantasias, antes dotada com os dons da Ciência, porém capaz de incluir todas as dádivas da espiritualidade.

Quando esta conscientização acontecer para um número suficiente de pessoas, então todas as profecias realmente se consumarão, e todo este mundo entrará em convulsão, anunciando o parto do seu porvir... Ou, como está escrito:
“E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, e que tinha o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, a quem fora dado o poder de danificar a terra e o mar,  dizendo: ‘Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que hajamos assinalado nas suas testas os servos do nosso Deus.’ E ouvi o número dos assinalados, e eram cento e quarenta e quatro mil assinalados, de todas as tribos dos filhos de Israel.” (Ap 7:2-4)
Daí, ser tão importante este despertar para o Todo, como as verdadeiras chaves universais da renovação, dentro e fora de cada ser, e a mais ampla difusão desta mensagem para que a Nova Era chegue de uma vez por todas e para todos... porque se a proposta não for abrangente e unificadora, a mudança não poderá começar a acontecer.
De modo que, como reza a revelação, dentre “todas as tribos” as pessoas deverão ser assinaladas com esta mensagem. E quem não entrar no verdadeiro Trabalho universal, ainda pode fazer o seu trabalho parcial, pois não irá para nenhum inferno apenas por isto, muito embora corra o risco da segunda morte (a morte da Alma) anunciada no Apocalipse, se fracassar na árdua tarefa da sua completa transmutação, sob esta hora de “juízo” ou de repactuação evolutiva na abertura na Nova Raça que já vivemos, e o que pode ser ainda pior do que algum inferno...

Este juízo passa, pois, por cada um fazer nesta hora a sua opção entre as distintas visões-de-redenção, que são oferecidas neste momento da transição, onde se aportam as grandes verdades, as meias-verdades e as grandes falsidades... E então discernir sobre o que são soluções para os tempos e o que não são: sectarismo ou universalismo, inclusão ou exclusão, realismo ou fantasia?

Aquelas pessoas sectárias e egoístas, não vão fazer parte de uma Nova Era, porque não possuem as virtudes fundamentais para transpor os grandes umbrais dos tempos. Elas estão mais em busca de cumprir o seu próprio dharma pessoal, e tem este direito, mas não significa que o alcançarão (especialmente os que carregam os seus egos inchados), porque os dharmas estão bastante empobrecidos na transição, coisa que todavia mal suspeitam, como tampouco imaginam que vivem a sua última encarnação, dado que a Velha Era terminou, trazendo consigo um “Juízo Final” e a demanda do cumprimento imediato do dharma racial, sob pena do retrocesso evolutivo e, em muito casos, até da extinção da alma na segunda morte...

Já aqueles que repactuam pelo novo tempo, têm todas as chances de salvar-se sob os ensinamentos dos grandes Mensageiros da Transição, que ainda reabrem a Seara do Tempo para os buscadores da Verdade seguirem avançando ao longo da Nova Era através das reencarnações redimensionadas. “Estreita é a porta, e apertado é o caminho que leva à vida” (M 7:714), disse Jesus, pois a Verdade é um atributo raro que permanece nas mãos dos predestinados preparados por Deus. A verdadeira senda é apresentada apenas por um Enviado (além de ter ela mesma os seus desafios iniciáticos), em meio a tantos que oferecem todo tipo de coisa, as quais até podem ter maior ou menor valor, mas não permitem o acesso real à transição e à edificação do Novo, pois são mais como tijolos de uma estrutura do que a própria estrutura em si, a qual apenas o Grande Vidente é capaz de conferir.
Por esta mesma razão, após o Novo Milênio, quando chega a hora de preparar uma Nova Civilização, os Mestres apenas terão em conta realmente aquelas pessoas que estiverem voltadas para o Novo Projeto de Civilização, e da forma correta como deve ser, sem utopias ou fantasias, ou sem a ilusão de querer consertar um sistema falido de massas (como a alimentar a cega pretensão de curar um mundo condenado), e nem de regressar a um idílio egoísta onde caibam apenas uma meia dúzia de "eleitos" (como a querer abandonar de todo a humanidade), mas antes sob uma fórmula-de-equilíbrio de verdadeira dimensão social -e que traga implícita uma positiva renovação cultural...

Pois os verdadeiros eleitos -repetimos- não são aqueles que elegem apenas a si mesmos em primeiro lugar, mas que escolhem o Todo, porém não algum “todo” pessoal, abstrato e subjetivo (que alguns chamam equivocadamente de “holismo”), e sim o realmente universal que a Hierarquia revela, pela evolução e integração do planeta (e que certamente passa pelo “ecumenismo”). Não apenas o todo dentro de cada um, portanto, mas também cada um dentro deste Todo maior e real, a ser alcançado através do preceito horizontal da fraternidade e vertical da compaixão.
É que existe ademais sempre um mínimo de pessoas a ser alcançada para ser eficiente esta renovação do mundo, que não é nem tanta gente que possa alcançar a globalidade de coisa nenhuma, e nem tão pouca gente que possa dispensar uma parte de cada coisa; por assim dizer. E então se faz o milagre...

 Afinal, aqui estamos nós, neste mundão de Deus... mas, quem somos nós diante de tudo isto, e o que somos afinal ante esta massa que rege o planeta com sua apatia? Quê podemos fazer diante de um mundo tão grande? Porém, se queremos realmente ajudar o mundo, existe sempre um mínimo a ser feito, envolvendo certo número de pessoas, e não somente para um mesmo nível ou tipo de trabalho, e nisto as pessoas mais simples também devem ser incluídas, para dar a sua própria contribuição, porque o futuro não pertence apenas às elites, porque não basta apenas um tipo de conhecimento para fazer frente ao Todo, e porque a diversidade social é afinal uma das chaves do dom de mundo.
Cabe então buscar a meta da síntese e conhecer a Ciência do Fractal, presente por exemplo na “teoria do centésimo macaco” (ou Ressonância Mórfica, que se baseia na reprodução consciente de novos modelos, previamente à sua universalização automática) e em tantas outras realidades seminais, para ativar esta semente de transformação. Vale lembrar então, que o fractal trabalha basicamente com o percentual de dez por cento. Por esta razão é que a renovação de “uma grande nação”, costuma alcançar modificar todo o planeta. Porém, isto também deve ser feito por partes, e os dados da Jerusalém celeste do Apocalipse podem ser úteis nesta tarefa, tal como a respeito dos 144 mil eleitos assinalados nas suas frontes, a serviço do Cristo, e que seriam antes como o “fractal do fractal” e as verdadeiras sementes-de-luz da renovação.
Naturalmente, o anarco-misticismo new age (e que de New Age muito pouco possui) se apressou em julgar que a idéia tácita dos eleitos serem escolhidos “por Deus” seria uma afronta ao seu “livre-arbítrio”, e adotou a presunçosa idéia de que os “verdadeiros” eleitos são aqueles que “se escolhem a si mesmos”, como se o mero voluntarismo a algo pudesse por si só conduzir no campo espiritual ou em qualquer outro.
Costumamos lembrar que o termo “vocação” é usado no contexto espiritual mais que em qualquer outro lugar, e esta vocação até pode ter aspectos inatos e educacionais, porém ela costuma ser reforçada por um “chamamento interior” que parece ter pouca vinculação com o passado (até porque ela costuma acontecer bastante cedo na vida de alguém, em torno dos dezoito anos de idade), soando antes a uma espécie de “revelação” sem maior vínculo aparente com o mérito particular do indivíduo, e que antes o convida a renovar a sua vida e a refazer profundamente a sua história pessoal, num esforço sem data certa para terminar, e sendo mais certamente sem fim.

Se esquecem ademais os anarquistas, que a Verdade é sempre algo mais que o mero “isto ou aquilo” maniqueísta ou antitético. A síntese é que deve ser buscada, para dizer o mínimo, porque sem equilíbrio e harmonia nada temos em mãos... Neste caso, o juízo de Deus (revelado por seus grandes Mensageiros) deveria ser considerado soberano -sem com isto pretender desmerecer os méritos individuais-, justamente por deter esta síntese a ainda mais, uma vez que o Senhor abarca a tudo e possui a visão da Unidade das coisas. Os indivíduos que buscam a sua “divinização” possuem geralmente os seus méritos, mas não podem querer rivalizar com o Criador (o que quer que se entenda por tal) ou com os mestres consumados que O servem com plena abnegação.

E você, prezado leitor, considera-se assinalado pela cruz que reúne o vertical e o horizontal, num todo sagrado e transcendental? Aspira ser um com todos, igual a seus irmãos, e a serviço da sagrada unidade do céu e da terra? Pois este é o “sinal da cruz” que Deus envia aos seus fiéis: fraternidade & compaixão! Os verdadeiros discípulos da redenção, serão aqueles que se sentirem efetivamente marcados por esta cruz de amor universal e irradiação incondicional do saber, porque nem poderia ser de outro modo.

* No "Tratado sobre Magia Branca", Bailey dá as regras para pertencer ao “Novo grupo de Servidores do Mundo”. Declara que aquilo que impede é ter uma personalidade descoordenada e a mente fraca, o sentido de separatividade, a posse de um credo e o orgulho e a ambição. Em contraparte, para qualificar-se cabe observar “três regras simples. Em primeiro lugar, aprender a praticar a inofensividade, segundo, não querer nada para o eu separado, e em terceiro lugar, olhar o sinal da divindade em tudo.”
** Neste pequeno trecho, encontramos alusões a ensinamentos capitais às todas as fases do Plano da Hierarquia, como “Não há religião superior à Verdade” (ciclo teosófico, HPB) e “superação da separatividade” para acessar a mentalidade de Nova Era (ciclo arcânico, AAB). Na última fase, há perfeita harmonia entre unidade e diversidade (ciclo agarthino, LAWS) através do “ecumenismo solar” (universalismo) do Pramantha revelado que a tudo revivifica & renova. A expressão “(Novo) Grupo de Servidores do Mundo” é de origem teosófica e neo-teosofista (Bailey).
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